Brecha no sistema da Apple era usada para espionar usuários



  

Conhecida por ter os dispositivos mais seguros disponíveis no mercado, a Apple virou notícia nos últimos dias por ter uma brecha em seu sistema que era aproveitada pelo governo britânico para espionar usuários de iPhone.

Edward Snowden, que é conhecido por revelar detalhes dos programas de vigilância do governo dos Estados Unidos, tornou pública a prática que a agência de espionagem britânica GCHQ usava para rastrear os smartphones da Apple através de um selo da empresa chamado UDID.

Esse selo, que em tradução literal significa identificador de dispositivo único, é um recurso que permite que os iPhones tenham apenas um computador por padrão para sincronizar os dados. Ao sincronizar o iPhone com o computador, esse código único do UDID relaciona diretamente o proprietário do smartphone com o próprio aparelho.

Através dessa identificação, é possível ter informações do iPhone juntamente com o usuário e seu computador. Essa triangulação de informações permitia que a GCHQ localizasse em tempo real qualquer usuário de iPhone. De acordo com Snowden, o app que tinha falha e permitia essa localização do aparelho era justamente o navegador Safari, que já vem por padrão em todos os iPhones.

Com a notícia espalhada, a Apple já tomou as providências para que esse fato não continuasse acontecendo e os usuários do smartphone da Apple podem ficar despreocupados quanto a essa forma de localizar indivíduos.

Porém, diversos outros smartphones estão disponíveis no mercado, com outros sistemas operacionais, então nunca se sabe o que essas agências de espionagem conseguem.





Mesmo com toda essa fama de blindagem das informações dos usuários, diversas celebridades de Hollywood tiveram suas contas do iCloud hackeadas, que é o serviço de armazenamento de nuvem da Apple.

Dentre os arquivos vazados, estiveram fotos íntimas de diversas atrizes, como a Jennifer Lawrance, conhecida por protagonizar a série de filmes Jogos Vorazes.

Com diversos exemplos públicos de vazamento de informações de usuários, cabe a cada um refletir a quantidade de informações pessoais que é segura de manter em dispositivos móveis e mesmo em contas online.

Por Rannier Ferreira Mendes

Apple



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