Google pode acessar aparelhos com Android



  

Empresa pode acessar remotamente cerca de 71,1% de aparelhos com Android.

Cerca de três em cada quatro dispositivos que utilizam Android no planeta podem ser acessados remotamente pela empresa Google. Para quem não sabe, o acesso remoto é a possibilidade de utilizar o dispositivo da mesma forma que o proprietário. É como se o seu aparelho fosse invadido e todas as suas funcionalidades fossem controladas por outra pessoa, desde utilização de aplicativos a transferências de arquivos.

Essa informação vazou em um fórum Reddit na cidade de Nova York, Estados Unidos. Na prática, o documento informa que o Google poderia acessar cerca de 71,1% dos celulares ao redor do mundo. Porém, o acesso só seria realizado mediante ordem judicial e não a critério da empresa.

A inviabilização do acesso só ocorreu com a versão 5.0 (Lollipop) do sistema operacional Android, que passou a utilizar criptografia.

Já se sabia que as versões anteriores do Android (abaixo da versão 4.4) não poderiam usar criptografia, mas o que não se esperava era que o Google utilizaria desse fator para acessar os dados dos Gabgets. O número de aparelhos vulneráveis pode ser ainda maior, uma vez que a criptografia tem que ser ativada manualmente, mesmo nas versões mais recentes do Android.

O documento judiciário americano publicado sobre a notícia informa que mediante a uma ordem judicial o Google poderia utilizar de diversos recursos para acessar os dados dos dispositivos.





Outro fator complicador é que a criptografia é um processo lento e irreversível. Ela inviabiliza o acesso dos arquivos por terceiros, contudo prejudica o desempenho do aparelho, ou seja, não é indicado para aparelhos com configuração modesta.

O mesmo pode ocorrer com a Apple. A empresa pode acessar o conteúdo dos smartphones Apple, porém com maior dificuldade, uma vez que os dispositivos equipados com o iOS 8 já vêm criptografados de fábrica como padrão. Segundo a Apple, apenas 9% dos seus usuários podem ter seus dispositivos acessados de forma remota.

Por André César

Smartphone com Android

Foto: Divulgação



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