Órgãos Públicos não investem em Aplicativos Mobile



  

Pesquisa revela que apenas 21% dos órgãos públicos possuem aplicativos para Dispositivos Móveis.

Entre os aplicativos lançados recentemente, temos um número cada vez maior de apps que acabam por facilitar e muito a vida dos usuários, principalmente quando o assunto é livrá-los de burocracia e facilitar o atendimento e pagamento de pendências financeiras. Entretanto, ao que tudo indica, os órgãos públicos nacionais ainda não perceberam essa tendência e simplesmente não investem em aplicativos que poderiam facilitar a vida de seus contribuintes, segundo o que indica uma pesquisa realizada pelo CGI (Comitê Gestor da Internet).

A pesquisa foi divulgada na quinta-feira, 28 de Abril, e ouviu diversas prefeituras e órgãos públicos num geral, apontando um resultando esperado, porém, decepcionante: O poder público não investe em aplicativos, sendo que atualmente apenas míseros 21% dos órgãos públicos federais e estaduais possuem aplicativos para dispositivos móveis, enquanto no caso das prefeituras o número é de apenas 4%.

A pesquisa recebeu o nome da CGI de ''TIC Governo Eletrônico 2015'', tendo sido feita por meio do, prepara-se para um nome extremamente extenso, Centro Regional de Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação, ou simplesmente cetic.br. A pesquisa engloba 620 órgãos de todos os poderes, bem como 996 prefeituras do Brasil em todas as regiões do país.

Para se ter uma ideia de como não é apenas no caso de aplicativos que poderiam facilitar a vida dos usuários que o poder público está extremamente atrasado, apenas 24% dos ouvidos declarou que o órgãos em questão possui versão mobile de seu site. Quanto ao pagamento de pendência por meio de smartphones, o número é ainda menor, apenas 8%, envio de SMS, algo extremamente simples, apenas 7%, enquanto os aplicativos com dados da prefeitura como balancetes, 6% declararam que possuem.





Para o gerente da Cetic.br, Alexandre Barbosa, o setor público deveria investir mais fortemente em relação aos aplicativos para dispositivos móveis, visto que os mesmos podem facilitar e muito a vida dos usuários, além de transmitir informações necessários como informações a respeito dos serviços públicos.

O atraso em relação a tecnologia no Brasil não é novidade. Alguns podem se lembrar, dos diversos ataques hackers feitos a sites do governo em 2011 e nos dois anos seguintes, que acabaram se tornando até mesmo tema de reportagem na televisão, tamanho o número de sites governamentais afetados.

Maria Luiza Mazzo



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