Negociações estariam sendo realizadas para que a Apple adquira o Tidal, serviço de streaming de músicas.

Quando o tema é celular e inovação os mais interessados e entendidos no assunto logo pensam em Apple, uma das maiores multinacionais norte-americanas do ramo de eletrônicos e softwares de computador, e a cada lançamento as expectativas de que algo revolucionário virá ao mercado são sempre grandes.

A Apple para conseguir mais usuários e se manter firme diante da concorrência estaria fazendo negociações com os responsáveis da Tidal, um serviço de Streaming de música lançado em 2014 pela companhia sueca e propriedade do rapper e empresário Jay Z, Aspiro. A ideia é que seu serviço seja integrado a Apple Music, mas em que exatamente implicaria tal compra?

Se a gente pensar bem, existe um sentido para que essa parceria seja almejada pela empresa da maçã, já que seria um fortalecimento para continuar competindo com seu maior rival, Spotify. A Apple Music tem como estratégia ajudar os artistas a criar conteúdo em troca de sua exclusividade, segundo Lary Jackson, responsável pelo conteúdo original da própria. A mesma bandeira é levantada pelo Tidal, que sempre destacou a questão do conteúdo exclusivo.

Todos sabemos que artistas consagrados atualmente como Drake tenham aceitado o apoio da Apple Music para criar conteúdos, muitos deles estão começando a ver o serviço da empresa como uma ferramenta que os ajuda a fazer coisas que de outra maneira não poderiam fazer.
A relação que a Apple Music está estabelecendo com os artistas é a ponte que precisava para crescer ainda mais com a aquisição do Tidal.

É interessante destacar aqui que o Tidal se diferencia pelo seu serviço de áudio digital em alta definição a 44 kHz, 16 bits e bit rate de 1411 kbps (FLAC eALAC em dispositivos iOS) enquanto outros serviços oferecem qualidade mais baixa, no máximo 320kbps.

A prioridade da empresa da maçã no momento é se fazer cada dia mais relevante em todos os seus âmbitos, e a integração com o Tidal também garantiria maior estimativa de inscritos (hoje o Tidal tem em média 4 milhões de inscritos enquanto o Spotify conta com cerca de 100 milhões), uma aposta inteligente para as duas partes.

Veremos como terminam as supostas negociações!

Por Ana Luiza Suficiel

Tidal


Novo serviço da Apple tem suporte para as plataformas iOS, Android, OS X e Windows.

Os rumores em torno do serviço de streaming de músicas da Apple estavam certos. A empresa americana anunciou nesta segunda-feira (09), o Apple Music. A ideia do serviço é reunir músicas, videoclipes e diversas outras novidades em apenas um único local. Será integrado ao atual aplicativo Música, nos dispositivos da Apple, e fará algumas sugestões de novas canções, além de contar com uma estação da Apple que tocará música 24 horas por dia.   

O serviço anunciado se tornará um forte concorrente do Spotify, serviço de streaming de música de maior sucesso no mundo. Durante apresentação na WWDC, conferência para desenvolvedores da Apple, o CEO da empresa, Tim Cook, ressaltou que a empresa sempre obteve uma relação bastante íntima com a empresa. Afinal de contas, um dos produtos que revolucionou o mercado fonográfico foi o iPod.  

O Apple Music contará com uma aba For You, onde haverá recomendações de álbuns e playlists baseadas em seu gosto musical. Também haverá uma aba chamada de Connect, onde os artistas poderão publicar algumas mensagens para seus fãs, como fotos de bastidores, letras das canções e até últimas músicas lançadas. Com isso, a Apple tem o objetivo de centralizar as interações dos artistas como o público.   

O ponto forte do Apple Music será seu catálogo de músicas. Milhões de músicas que estão disponíveis no iTunes estarão presentes no serviço de streaming, além dos videoclipes em alta definição. Assim como ocorre no Spotify, será possível que os usuários compartilhem playlists e escutem músicas offiline.

Como anunciado na página brasileira do serviço (www.apple.com/br/music/membership), para utilizar o Apple Music de maneira completa, será cobrada uma taxa mensal.   

A Apple inseriu um preço bastante competitivo para o mercado atual, o que certamente fará com que o Spotify e outras empresas do ramo alterem seus planos. O Apple Music custará 9,99 dólares por mês. Haverá um plano família onde até seis pessoas podem utilizar o serviço, por apenas 14,99 dólares.

No dia 30 de junho, ele será lançado para mais de 100 países, com um período de três meses gratuitos.  

Haverá suporte para as principais plataformas do mercado, como iOS (a partir da versão 8.4), Android, OS X e Windows.

O preço atraente, o maior catálogo disponível para serviços de streaming de música e o suporte as principais plataformas, certamente ajudará muito a impulsionar o serviço ao redor do mundo.

Por William Nascimento

Apple Music

Foto: Divulgação





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