Mais uma razão para não comprar smartphones falsificados, as conhecidas réplicas. Segundo dados da G Data, fornecedora de soluções antivírus, que aqui no Brasil é representada pela FirstSecurity, informou que várias réplicas podem conter vírus pré-instalados na forma de firmware, sobretudo nos dispositivos com Android instalado. Eles vem de uma forma que o usuário não consegue identificar e com o tempo pode tornar a vida dele um caos.

O código do vírus fica em segundo plano, sem que o usuário tenha conhecimento e atua da pior forma possível: coleta e envia dados pessoais que estão no celular para um servidor na China. O firmware também instala secretamente aplicativos e assim pode coletar dados pessoais, bancários online, conteúdo de e-mail e demais informações vindas da câmera e do microfone do aparelho.

Exemplo: o modelo da N9500 da chinesa Star é muito semelhante a um aparelho Nokia e em algumas situações chega a ser vendido como o modelo famoso. Só que a réplica vem com spyware, que pode comprometer o funcionamento e roubar os dados do usuário.

A G Data afirma que não há possibilidade de remover o aplicativo, que vem camuflado como se fosse o ícone do Google Play Store. As coisas não estão boas, principalmente porque dificilmente o malware será retirado, dessa forma, os criminosos tem total acesso aos dados contidos no smartphone.

O problema só foi descoberto após os técnicos G Data receberem denúncias de vários clientes. Foram realizados testes com diferentes modelos e constatado a presença do malware de nome Android.Trojan.Uupay.D,  que pra completar, bloqueia a instalação de antivírus e demais  atualizações de segurança.

O ideal é não adquirir nenhum aparelho cuja procedência não seja especificada pelo vendedor. Se possível, prefira as grandes varejistas e fique longe dos modelos falsificados ou comprados em feiras livres.

Se já tiver comprado um, devolva-o e peça o dinheiro de volta. 

Por Robson Quirino de Moraes

Foto: divulgação


A F-Secure acabou de divulgar seu novo relatório de ameaças de dispositivos móveis e ele cita que 99% das novas ameaças que afetam estes dispositivos afetam os usuários do browser Android. O relatório foi emitido pelo F-Secure Labs e apontou que 277 novas famílias de ameaças foram descobertas e deste total 275 são referentes ao Android, sendo uma para iPhone e uma para Symbian.

O relatório abrange o primeiro trimestre de 2014, sendo que no mesmo período do ano passado foram descobertas 149 famílias de ameaça, sendo 91% destinadas ao Android. Durante o primeiro trimestre de 2013 foi possível identificar um número alto de novos malwares para o browser, o que leva a entender que  as ameaças que atacam dispositivos móveis continuam a crescer progressivamente.

A Grã-Bretanha foi a mais afetada  pelo malwares de acordo com as medições da F–Secure neste primeiro trimestre  que apresentou 15-20 arquivos de malware bloqueado por 10.000 usuários do país, o equivalente a 1 entre cada 500 utilizadores. Já os Estados Unidos e a India apresentaram índice 5 a 10 malwares para cada 10.000 usuários. O índice na Arábia Saudita e Holanda foi de 2 a 5 malwares para cada 10.000 usuários.

Mas o que de fato estas ameaças podem fazer com o dispositivo? Ainda segundo o relatório da F-Secure o comportamento mais comum é que 83% dos malwares realizam envio de SMS desnecessários para números da agenda do usuário. Além disso, também pode ocorrer:

– Download ou instalação de arquivos não solicitados;

– Conexão a sites não acessados pelo usuário, com intuito de aumentar os índices de visitas do site;

– Fingir ser uma solução móvel sem ter nenhuma funcionalidade útil;

– Desvio de mensagens fraudulentas de bancos;

– Roubo de dados pessoais como arquivos, contatos, fotos e demais dados privados;

– Cobrança de taxa para utilização de aplicativo livre e legitimo.

Por Jaime Pargan

Smartphones com Android

Foto: Divulgação





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